SBB • Discografia Comentada • 1974-1981


Indubitavelmente a banda de Rock Progressivo mais importante da Polônia, a SBB foi formada em janeiro de 1971 na cidade industrial de Siemianowice Śląskie, localizada na região da Alta Silésia. A formação original contava com o brilhante multi-instrumentista e vocalista Józef Skrzek, o guitarrista (descendente de gregos) Apostolis "Lakis" Anthimos e o baterista Jerzy "Keta" Piotrowski. Skrzek fundou o trio logo após deixar a famosa banda de Blues polonesa BREAKOUT. Em seus primeiros dias, a situação da SBB era precária, levando os músicos a ensaiarem em um porão úmido e sem equipamentos próprios. Entre o final de 1971 e meados de 1973, o trio chamou a atenção de Czesław Niemen, o maior ídolo do Rock e da vanguarda polonesa na época. Niemen contratou Skrzek, Anthimos e Piotrowski para atuarem como sua banda de apoio sob o nome de GRUPA NIEMEN. Após ganharem enorme experiência os três musicos decidem se separar de Niemen no verão de 1973 para seguirem carreira independente.

Originalmente, o grupo se chamava Silesian Blues Band, um nome que refletia as suas raízes iniciais focadas no Blues-Rock e a herança de sua região natal, a Silésia. No final de 1973, o trio decidiiu encurtar o nome apenas para a sigla SBB, no entanto havia nisso uma camada perigosa de provocação política. Na Polônia comunista, a sigla SBB lembrava propositalmente a "SB" (Służba Bezpieczeństwa), que era a temida polícia secreta soviético-polonesa. Para driblar a censura estatal e manter uma postura de subversão contracultural, o empresário e patrono do grupo, Franciszek Walicki, teve uma ideia genial, rebatizando o significado da sigla para "Szukaj, Burz, Buduj", que em português significa "Busque, Destrua (ou Rompa), Construa".  Esse lema engenhoso acabou se tornando o grande manifesto estético e musical da banda, representando a busca contínua por novas possibilidades sonoras, a quebra de barreiras e fronteiras musicais (destruição) e a construção de um estilo totalmente novo e inovador.

SBB
1974

Gravado ao vivo em 18 e 19 de abril de 1974 no lendário Klub Stodoła, em Varsóvia, e lançado pelo selo Polskie Nagrania Muza, "SBB" é o álbum de estréia homônimo da banda, é o embrião explosivo que mistura Blues com experimentação. O álbum capturou com perfeição a energia crua e a força arrebatadora das apresentações ao vivo do grupo, alcançando um sucesso comercial tão imediato e avassalador que a tiragem inicial esgotou rapidamente, fazendo com que as cópias chegassem a custar quatro vezes o valor original no mercado negro polonês.

Musicalmente, o álbum apresenta uma sonoridade profundamente enraizada em um Blues-Rock pesado e cheio de improvisações, combinando a fúria de power trios como Jimi Hendrix Experience e Cream com a liberdade e complexidade do Jazz-Rock Fusion da Mahavishnu Orchestra. O disco de vinil original era dominado por faixas extensas, com destaque absoluto para "Odlot" e "Wizje", que preenchiam os lados do disco com duelos de guitarra repletos de fuzz de Apostolis Anthimos e as inovadoras linhas de baixo intensamente distorcidas de Józef Skrzek. Anos mais tarde, reedições em CD e o lançamento da grande caixa antológica da banda resgataram outras joias executadas naquelas noites no Klub Stodoła, incluindo a balada "Zostało We Mnie" (com participação de violoncelo) e a dançante "Figo-Fago", provando que o trio já exibia sua genialidade vanguardista desde seus primeiros passos independentes.

Nowy Horyzont
1975

Lançado em 20 de maio de 1975, pelo selo Polskie Nagrania Muza, "Nowy Horyzont" é o segundo álbum do SBB e marca a transição definitiva da banda de um Blues-Rock cru para o Rock Progressivo Sinfônico e o Jazz-Rock. Considerado uma espécie de manifesto estético e musical do trio, a obra atua como uma colagem que funde harmonias modernas e influências da Música Erudita, como Maurice Ravel, com fortes improvisações de guitarra e ritmos sincopados. Józef Skrzek emula o estilo de Keith Emerson nos teclados, deixando parcialmente de lado as suas características linhas de baixo distorcidas para focar em composições complexas e no uso magistral de sintetizadores como o Minimoog e o Davolisint. Além da hipnotizante faixa-título, que é uma verdadeira aula de improviso construída sobre apenas dois acordes, o álbum também se destaca por incluir momentos de vanguarda e o chocante poema recitado "Ballada o pięciu głodnych".

O grande ápice e peça central do disco é a monumental suíte "Wolność z nami" ("Liberdade conosco"), que ocupa quase vinte minutos de duração e ilustra perfeitamente a genialidade técnica do grupo. A primeira metade da faixa é conduzida por passagens tocantes e melódicas de um brilhante piano acústico, enquanto a segunda metade mergulha em um delírio musical caótico e vanguardista, que chega a remeter à obra de Igor Stravinsky. Esse clímax instrumental é impulsionado por um duelo feroz entre os teclados de Skrzek e a guitarra de Apostolis Anthimos, ancorados por uma bateria insana tocada por Jerzy Piotrowski (fortemente inspirada em Billy Cobham), e culmina de forma surpreendente com uma citação a Frédéric Chopin no encerramento. Com "Nowy Horyzont", o SBB cristalizou seu lema de "Buscar, Romper e Construir", entregando uma obra atemporal onde a fúria do Rock e a delicadeza erudita coexistem magistralmente.

Pamięć
1976

Lançado no início de 1976, "Pamięć" (que significa "Memória" ou "Lembrança") é amplamente considerado o divisor de águas e um dos maiores marcos do Rock Progressivo Sinfônico na carreira do SBB. A obra consolida o afastamento da banda do Free-Rock mais cru e espontâneo em direção a composições muito mais maduras, lógicas e estruturadas. O disco original é composto por apenas três faixas longas e climáticas — duas delas com mais de dez minutos de duração — marcadas por temas contrapontísticos complexos e pelas performances vocais teatrais e sonhadoras de Józef Skrzek. Para complementar essa atmosfera expansiva, as letras do álbum foram escritas pelo poeta Julian Matej, entregando versos profundos que são repletos de metáforas e mistério. 

Musicalmente, "Pamięć" destaca-se por uma expansão notável no arsenal de teclados, consolidando a assinatura sonora que consagraria o trio europeu. Józef Skrzek demonstra um domínio absoluto do órgão Hammond e, especialmente, do sintetizador Minimoog, assumindo grande parte dos solos e criando ricas texturas polifônicas. O álbum equilibra brilhantemente a velha liberdade improvisacional da banda com novas construções musicais rigorosas, oferecendo ao ouvinte intensos duelos entre as teclas de Skrzek e a guitarra de Apostolis Anthimos. Tudo isso é amarrado por constantes e complexas alternâncias de ritmo conduzidas pela bateria, resultando em uma das obras mais aclamadas e estilisticamente nítidas de toda a trajetória do grupo.
Ze Słowem Biegnę Do Ciebie
1977

Lançado em 18 de abril de 1977, apenas no mercado polonês pela gravadora Polskie Nagrania Muza, "Ze Słowem Biegnę Do Ciebie" (que pode ser traduzido como "Com a palavra eu corro para você")  é um álbum denso, que aprofunda as formas musicais estruturadas introduzidas no disco anterior, mas sem abrir mão da forte veia improvisacional característica do trio. Apresentando uma sonoridade bastante "espacial" que chega a ser comparada a grupos como o Gong, a obra é dominada por camadas profundas de teclados.  Józef Skrzek demonstra um controle magistral sobre o sintetizador Minimoog, estabelecendo orquestrações ricas e polifônicas que solidificaram de vez a assinatura sônica da banda, enquanto a guitarra de Apostolis Anthimos continuava afiada e muito presente na mixagem.

Estruturalmente, o vinil original é considerado extremamente ambicioso e ousado, sendo composto por apenas duas longas composições épicas, cada uma beirando os vinte minutos de duração e ocupando um lado inteiro do disco. Essas suítes expansivas são a prova definitiva da capacidade do SBB de criar atmosferas altamente climáticas, repletas de texturas sonoras complexas que envolvem o ouvinte em uma viagem musical. A compilação "Anthology 1974-2004", trouxe à tona materiais inéditos das sessões gravadas para a rádio de Katowice no final de 1976, com destaque absoluto para o resgate da versão original da suíte "Odejście" — uma verdadeira epopeia de quase 30 minutos de duração que havia sido abortada pela gravadora na época de seu lançamento original.

Jerzyk
1977

Lançado originalmente em 1977 apenas no formato de fita cassete pela gravadora Wifon, "Jerzyk" representa um fascinante desvio estilístico na discografia clássica do SBB. Composto inteiramente por obras instrumentais originadas de pequenos improvisos gravados em sessões para a Rádio Opole, na Polônia, o trabalho surpreende os fãs ao explorar estruturas sonoras focadas no Pop-Jazz, Fusion e Funk. Ao se distanciar momentaneamente do denso Rock Progressivo sinfônico e espacial que havia consagrado o power trio, os músicos demonstram aqui um notável "swing" e gingado, entregando faixas com um embalo e energia que chegam a evocar os grandes sucessos da Motown e a influência da Disco Music que começava a dominar o mercado ocidental da época.

Apesar dessa forte guinada para a música rítmica em faixas marcantes como a própria música-título "Jerzyk", além de "Kijek", "Taniec Bulibara" e "Palamakia", a essência e o requinte progressivo do grupo ainda pulsam forte no registro. Isso fica evidente em composições atmosféricas como "Oddech", onde as ricas texturas dos sintetizadores tomam conta do espaço, ou na emocionante "Władkowa Kołysanka", uma peça profundamente delicada conduzida apenas por Józef Skrzek ao piano e sutis vocalizações. Esse capítulo mais Funky e solto da banda foi finalmente resgatado para o formato digital no século XXI, integrando o sexto disco da massiva caixa "Anthology 1974-2004" e ganhando reedições que trouxeram à luz dezenas de improvisos bônus daquelas mesmas sessões radiofônicas.

Wołanie o Brzęk Szkła (Slovenian Girls)
1978

Lançado originalmente em 1978 na Tchecoslováquia (onde foi editado de forma homônima como "SBB") e posteriormente comercializado no mercado ocidental sob o título *Slovenian Girls*, o álbum "Wołanie O Brzęk Szkła" é uma das obras mais aclamadas e vanguardistas do power trio polonês. A estrutura original do disco é extremamente ousada, sendo composta por apenas duas longas suítes conceituais eletrônicas que ocupavam cada lado do vinil. Musicalmente, o álbum mergulha de cabeça em uma forte atmosfera espacial, que frequentemente atrai comparações diretas com gigantes do Space-Rock e da Música Eletrônica. A própria faixa-título é até hoje celebrada como uma verdadeira obra-prima do Jazz-Rock melódico, guiada por camadas texturais imersivas.

Essa sonoridade densa e futurista deve muito à genialidade do líder Józef Skrzek, que utilizou de forma magistral o Minimoog e o raro sintetizador italiano Davolisint para criar essas paisagens sonoras. No box comemorativo "Anthology 1974-2004", o legado do álbum foi aprofundado com a inclusão de faixas bônus valiosas. Entre essas adições estão "Bitwy Na Obrazach" e "Uścisk W Dołku", canções que surpreendem por revelar um lado bastante swingado e Funky dos poloneses, além de gravações resgatadas de 1976 que contaram com a participação do lendário saxofonista de jazz Tomasz Szukalski, como as longas "Muzykowanie Latem" e "Fikołek", expandindo de forma brilhante as fronteiras do Fusion do SBB.

Amiga Album
1978

Popularmente conhecido entre os fãs e colecionadores como "Amiga Album", esse foi um trabalho gravado e direcionado especificamente para o mercado da Alemanha Oriental. As gravações ocorream no Amiga Studios entre os dias 1 e 12 de dezembro de 1977 e revelou uma faceta bastante inusitada do power trio polonês. Distanciando-se temporariamente das longas suítes progressivas e espaciais que haviam moldado sua fama, a banda decidiu explorar estruturas focadas em onze canções curtas com fortes influências de Funk e Disco Music, provando que os músicos também possuíam uma "ginga" rítmica altamente contagiante e acessível.

Musicalmente, "Amiga Album" é um verdadeiro parque de diversões eletrônico, onde Józef Skrzek domina as composições com o uso magistral e frenético do Moog e do Minimoog, enquanto a bateria de Jerzy Piotrowski e a guitarra de Apostolis Anthimos ditam um embalo rítmico impecável. Entre os grandes momentos do disco, destacam-se a faixa "Hektik" — considerada a mais Progressiva do repertório — e "Magische Blaue Stunde". A obra brilha ainda ao apresentar "I Wonder Why", uma canção cantada em inglês, além de entregar as versões definitivas e polidas dos vibrantes temas instrumentais "Ouzo" e "Mutraczka".

Follow My Dream
1978

Lançado em 1978 pelo selo alemão Spiegelei-Intercord, "Follow My Dream" foi um marco decisivo na trajetória do SBB, pois representou o primeiro disco da banda voltado especificamente para o mercado da Europa Ocidental. A obra foi registrada em novembro de 1977 no estúdio Ton-cooperative, em Hannover, na Alemanha Ocidental. Para atrair o público internacional e tentar conquistar essas novas plateias, o grupo fez uma escolha estratégica ao adotar letras cantadas em inglês, distanciando-se temporariamente dos versos místicos em polonês elaborados pelo poeta Julian Matej em seus álbuns anteriores. Essa mudança refletiu uma busca por maior acessibilidade para o ouvinte estrangeiro, em um período em que a Disco Music e o Punk começavam a dominar o mercado ocidental.

Musicalmente, o disco apresenta uma sonoridade progressiva altamente polida, adotando estruturas ligeiramente mais compactas, comerciais e voltadas para o formato de canção do que as imensas suítes que definiram os primeiros anos do grupo. Mesmo assim, o trio manteve a sua essência inovadora e a profundidade sonora ao incorporar uma forte presença de sintetizadores e efeitos eletrônicos, que adicionaram novas e ricas texturas ao seu estilo central de Jazz-Rock Fusion. Há um equilíbrio brilhante entre as passagens mais estruturadas e a impressionante capacidade de improvisação da banda. Nesse contexto, destacam-se a arrebatadora suíte "Going Away" e a própria faixa-título "Follow My Dream", faixas que evidenciam toda a força técnica do SBB ao transitar com naturalidade por diferentes fronteiras musicais e geográficas.

Amiga Album
1978

Popularmente conhecido entre os fãs e colecionadores como "Amiga Album", esse foi um trabalho gravado e direcionado especificamente para o mercado da Alemanha Oriental. As gravações ocorream no Amiga Studios entre os dias 1 e 12 de dezembro de 1977 e revelou uma faceta bastante inusitada do power trio polonês. Distanciando-se temporariamente das longas suítes progressivas e espaciais que haviam moldado sua fama, a banda decidiu explorar estruturas focadas em onze canções curtas com fortes influências de Funk e Disco Music, provando que os músicos também possuíam uma "ginga" rítmica altamente contagiante e acessível.

Musicalmente, "Amiga Album" é um verdadeiro parque de diversões eletrônico, onde Józef Skrzek domina as composições com o uso magistral e frenético do Moog e do Minimoog, enquanto a bateria de Jerzy Piotrowski e a guitarra de Apostolis Anthimos ditam um embalo rítmico impecável. Entre os grandes momentos do disco, destacam-se a faixa "Hektik" — considerada a mais Progressiva do repertório — e "Magische Blaue Stunde". A obra brilha ainda ao apresentar "I Wonder Why", uma canção cantada em inglês, além de entregar as versões definitivas e polidas dos vibrantes temas instrumentais "Ouzo" e "Mutraczka".

Welcome
1979

Sucessor direto da safra de álbuns de 1978 ("Follow My Dream", "Amiga Album" e "Wołanie O Brzęk Szkła"), "Welcome" foi lançado oficialmente no dia 19 de março de 1979. As gravações ocorreram no mês de setembro de 1978, no estúdio da Rádio e TV Polonesa na cidade de Opole (Polish Radio & TV Studio). Após o término das gravações, o disco passou por um processo de remixagem no mês seguinte, em outubro de 1978, que foi realizado no renomado estúdio de Conny Plank, na Alemanha. Esse foi o primeiro álbum do grupo a ter um lançamento simultâneo tanto na Polônia quanto na Alemanha. Mantendo as letras em inglês introduzidas em "Follow My Dream", o disco buscou uma sonoridade ligeiramente mais compacta e bastante próxima do Rock Progressivo britânico da época, lembrando em alguns momentos os trabalhos do The Alan Parsons Project.

O grande destaque é o épico de quase dez minutos "Last Man at the Station", além da enérgica faixa de abertura "Walkin' Around The Stormy Bay", que se tornou um clássico frenético de seus shows ao vivo.

Memento
1981

Gravado em 1980, mas lançado em 1981 "Memento z banalnym tryptykiem" é uma obra monumental que marca o grandioso encerramento da era clássica do SBB. O disco possui uma característica única em relação aos trabalhos anteriores do grupo: foi o único gravado no formato de quarteto, graças à efetivação do versátil multi-instrumentista Sławomir Piwowar, que contribuiu com guitarras, piano Fender e clavinet, transformando a banda e encorpando substancialmente a sua sonoridade. Além dessa expansão instrumental, a obra marca o retorno do poeta Julian Matej como letrista, resgatando a profundidade e o lirismo místico em polonês que haviam sido temporariamente deixados de lado durante a fase em que o grupo tentou conquistar o mercado ocidental com letras em inglês.

Musicalmente, o álbum é amplamente aclamado como uma das obras mais refinadas e maduras do Rock Progressivo Sinfônico europeu, equilibrando estruturas da música clássica com a energia intensa do rock e do Jazz-Fusion. O grande épico do disco é a imensa suíte-título de quase 21 minutos, repleta de ricas orquestrações de sintetizadores, passagens de piano erudito e solos de guitarra dinâmicos. 

Quando o disco chegou às lojas em 1981, o SBB já era história. A banda havia se dissolvido oficialmente em novembro de 1980, meros 13 meses antes de o governo polonês instaurar a brutal Lei Marcial no país. O contexto interno do grupo era de profundo esgotamento físico e mental, resultado de uma década de turnês implacáveis com centenas de shows anuais por toda a Europa.  "Memento Z Banalnym Tryptykiem" encerra magistralmente a primeira fase de ouro do grupo, que só retornaria ao mundo musical mais de uma década mais tarde.

Fontes pesquisadas:

  • The Sonic Architecture of Szukaj, Burz, Buduj: An Exhaustive Musicological History and Discography of SBB
  • Resenha de Box Set: SBB – Anthology 1974-2004  – Consultoria do Rock
  • Exposé Online | Reviews | SBB - Live in Theatre 2005 & New Century - Expose
  • SBB The Rock / Four Decades - SBB FAN BLOG
  • SBB (band) - Wikipedia
  • SBB (band) - Grokipedia
  • SBB (Silesian Blues Band) - Polski bigbit i nie tylko (Portal focado na música polonesa)
  • English - Józef Skrzek* (Página biográfica do artista na Culture.pl)
  • Paul Wertico: SBB e *Discography - Paul Wertico (Páginas oficiais do ex-baterista detalhando a fase e discografia do grupo)

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